MENINOS E MENINAS SEM INFÂNCIA

São eles, os meninos trabalhadores, as meninas de rua.
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CONTROLE MÚSICA EMOTIVA

EFEITO ACOMPANHAM TODO O RELATO

LOCUTOR Nos lixões do México e Manila, juntam vidros, latas e papéis, e disputam os restos de comida com os urubus.

LOCUTOR Mergulham no mar de Java a procura de pérolas.

LOCUTORA São toupeiras nas minas do Peru, imprescindíveis por usa pouca estatura, e quando seus pulmões não agüentam mais, vão parar nos cemitérios clandestinos.

LOCUTOR Colhem café na Colômbia e Tanzânia, e envenenam-se com os pesticidas.

LOCUTORA Cortam algodão na Guatemala e bananas em Honduras.

LOCUTOR Na Malásia, retiram o leite das seringueiras, e na Birmânia trabalham construindo estradas de ferro.

LOCUTORA No norte da Índia derretem-se nos fornos de vidro e no sul nos fornos de tijolos.

LOCUTOR Disputam corridas de camelos para os emires árabes e são vaqueiros nas estâncias do Rio da Prata.

LOCUTORA No Recife ou Jacarta, servem à mesa do senhor em troca do direito de comer o que cai da mesa.

LOCUTOR Limpam pára-brisas nas esquinas de Lima, Quito ou San Salvador.

LOCUTORA Lustram sapatos nas ruas de Caracas ou Guanajuato.

LOCUTOR Costuram roupa na Tailândia, sapatos de futebol no Vietnã e bolas de beisebol no Haiti.

LOCUTORA Vendem frutas nos mercados de Bogotá, vendem chicletes nos ônibus de São Paulo.

LOCUTOR Vendem e são vendidos. Nas praias do Caribe, a próspera indústria do turismo sexual oferece meninas virgens a quem possa pagar.

CORTINA MÚSICA DRAMÁTICA

LOCUTORA São eles, os meninos trabalhadores, as meninas de rua.

LOCUTOR As crianças sem infância que não tiveram tempo de brincar. As meninas invisíveis empregadas domésticas.

LOCUTORA Os 218 milhões de meninos e meninas violentados pelos adultos.

LOCUTOR Segundo o último informe da Organização Internacional do Trabalho, 218 milhões de meninos e meninas no mundo, entre 5 e 17 anos, executam trabalhos que deveriam ser eliminados e estão expostos às piores formas de exploração.

MENINA Eu quero ir à escola, mas... aqui não tem escola. Estou limpando a casa da Dona Matilde. Ela só me dá a comida.

MENINO Meu pai não tem trabalho... eu trabalho colhendo frutas.

MENINA Eu quero brincar com as outras meninas, mas o meu tio me manda vender balas na rua.

LOCUTORA A mobilização internacional pela abolição do trabalho infantil perigoso e degradante está crescendo. Em 1999, foi aprovada a Convenção sobre as Piores Formas de Trabalho Infantil, já ratificada por 116 países no mundo.

LOCUTOR E o dia de hoje, 12 de junho, foi proposto, como Jornada Mundial contra o Trabalho Infantil.


BIBLIOGRAFÍA
Eduardo Galeano, Patas Arriba, Catálogos, Buenos Aires 1998.
http://www.oit.org.pe/ipec/


INTERACTÍVATE
Convide meninos e meninas trabalhadores para que contem suas histórias.

OPINIÕES
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As crianças no mundo atual

Há muito tempo as crianças vêm sofrendo uma série de maus tratos por parte da sociedade, principalmente quando as famílias, vivendo uma vida de grande pobreza assumem uma condição ruim tendo que submeter seus filhos a trabalhos de mão de obra escrava, termo que está em moda na atualidade.
O governo federal apesar dos esforços para mudar esse quadro horrível, não conseguiu resolver os problemas que se referem projetos sociais de mudanças, cujas crianças vivem nas ruas catando lixo, entregues ao abandono; muitas dessas crianças assumem o papel de vilões da sociedade, mas é preciso dizer que elas são excluídas por falta de apoio, mesmo sabendo que há muitas instituições que procuram tirar esses meninos das ruas e do trabalho forçado.
A ausência de projetos educativos que procurem tirar essas crianças das ruas e coloca-las em abrigos, alfabetizá-las, educando-as no sentido de inseri-las no mundo civilizado, ofertando diversas atividades que possam mudar essa realidade, impossibilitam tais mudanças; outro ponto importante a ser lembrado que as famílias carentes (de baixa renda) devem ser acompanhas por pessoas qualificadas no sentido de orientá-las para melhor viverem.
O trabalho infantil é uma triste realidade nos dias atuais; na maioria das vezes as crianças têm a intenção de ajudar as famílias e acabam prejudicando a si mesmo, com a falta de assistência médica, educacional, correndo riscos diversos à sua vida.
É preciso que o ECA reforce as leis que existem para que essa situação seja modificada de forma que permitam as crianças viverem com dignidade e respeito.

Emelly Sabrina Barbosa Pereira

Emelly Sabrina, MOSSRÓ BRASIL.